Vitamina D: entenda suas funções, sinais de deficiência e suplementação

Depois de descoberta e denominada como vitamina D em 1922, anos depois foi possível descobrir que essa substância, na verdade, se tratava de um hormônio esteroide lipossolúvel e não uma vitamina, pois podia ser sintetizada pelo organismo, e não apenas através da alimentação.

Apenas poucos minutos de exposição solar são capazes de fornecer ao corpo humano as doses necessárias para o controle da vitamina D no organismo. No entanto, com a atual aversão ao sol que as pessoas estão aderindo no mundo atual, por medo de doenças de pele, câncer ou manchas que se dão pelo excesso de exposição aos raios ultravioletas em horários de pico solar, o número de pessoas com carência do hormônio está alarmante.

A vitamina D também pode ser obtida por intermédio da alimentação, com o consumo de ovos e peixes gordos, mas o sol é o responsável por conceder de 80% a 90% das taxas diárias do hormônio. Para quem possui um déficit muito grande da vitamina, ou moram em locais com pouco sol, podem fazer uso da vitamina sintetizada e administrada na forma de suplemento, aquela produzida em laboratórios.

Mas, qual é a verdadeira importância da vitamina D para o organismo? A Madrugão reuniu todas as informações que você precisa para entender porque deve estar atento a esse hormônio esteroide para a regulação da sua saúde.

Qual a função da vitamina D?

A principal função da vitamina D no organismo é regular e facilitar a absorção de cálcio e fósforo pelo organismo, dois componentes extremamente importantes para o fortalecimento dos ossos e dentes. Só para você ter ideia, uma pessoa com carência de vitamina D pode desenvolver raquitismo na infância e osteoporose na vida adulta. Além disso, estudos recentes na medicina afirmam que o hormônio também pode auxiliar no tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e esclerose múltipla.

Na revisão da Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento – “RELAÇÃO ENTRE A DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D E OBESIDADE: UMA REVISÃO ATUAL”, Agnes Schmidt também afirma que a deficiência de vitamina D pode aumentar os riscos de obesidade, e está envolvida com a doença de forma direta e indireta.

Outros benefícios que a vitamina D podem trazer ao corpo humano são:

  • Fortalece o sistema imunológico
  • Previne doenças do coração
  • Previne doenças como a diabetes e a hipertensão
  • Auxilia no ganho de massa muscular

 

Qual é a dose necessária de vitamina D no corpo?

A quantidade necessária por dia para não haver falta de vitamina D no organismo varia de acordo com a idade. Os bebês, logo que nascem, já saem do hospital com a prescrição de 10 mcg do hormônio, e essa recomendação se estende, geralmente, até completar o primeiro ano de vida.

Crianças maiores de 1 ano, adultos e gestantes (desde que avaliada a necessidade real de suplementação) tem a dose em 15 mcg. A partir disso, só se muda a dose nos idosos com mais de 70 anos, que é de 20mcg.

Essas doses de vitamina D podem ser facilmente obtidas com a exposição solar de 15 a 20 minutos por dia, com os braços e pernas expostos. Ao se expor ao sol com o fim de absorção do hormônio, é fundamental não usar filtro solar, pois ele impede a retenção da vitamina D pela pele. Lembrando que após passado o tempo de 20 minutos, é necessário passar o protetor solar para evitar o câncer de pele.

Quais as consequências da falta de vitamina D?

Os sinais de deficiência da vitamina D podem começar com fraqueza na musculatura e dores no corpo. Mas, não para por aí. Os problemas nos ossos começam a aparecer, pois necessitam do hormônio para auxiliar na absorção do cálcio para fortalece-los. Uma pessoa com os níveis normais da vitamina tem menos chances de sofrer fraturas no quadril do que uma pessoa com carência da vitamina D.

Estudos realizados nos Estados Unidos, mostram que a carência da vitamina pode aumentar o risco de desenvolver depressão, principalmente em quem já teve a doença.

A falta da vitamina D também pode prejudicar a saúde cardiovascular, uma vez que sua falta no organismo acumula cálcio na artéria, aumentando risco de formação de placa, o que pode levar a infartos e outras doenças cardíacas.

A deficiência da vitamina D em gestantes também está ligada com o risco de aborto, pré-eclâmpsia e da criança nascer com autismo.

Para quem pratica exercícios periodicamente, também pode ter a sua força muscular prejudicada, já que a vitamina D contribui para o aumento desta e para o ganho de músculos. Com as doses diárias corretas do hormônio, as chances do esportista sofrer uma fratura diminui drasticamente.

Quais as principais fontes alimentares de vitamina D?

Como já foi dito anteriormente, a principal fonte de vitamina D é a exposição ao sol de 15 a 20 minutos por dia, com os braços e pernas expostos e sem filtro solar. Porém, para evitar a falta de vitamina D, você também pode enriquecer as suas refeições com alimentos que são ricos nesse hormônio.

Os peixes gordos, mais gordurosos, são as principais fontes alimentares que contém a vitamina, como exemplo, temos o salmão, atum e a sardinha. Os ovos e a carne bovina também são boas fontes. O óleo de fígado de bacalhau também pode ser uma boa aposta de alimentos ricos em vitamina D.

É necessário usar suplementos de vitamina D?

A administração dos suplementos de vitamina D só deve ser feita quando os níveis da vitamina estiverem abaixo do adequado. Nesse caso, o nutricionista, ou o médico, irá te prescrever a suplementação mais adequada, comprimidos ou gotas e a dose.

No geral, esses suplementos são fáceis de encontrar e o tratamento é por pouco tempo, cabendo ao médico pedir exames de sangue para verificar se as taxas do hormônio aumentaram.

Excesso de vitamina D

O consumo de doses exageradas de vitamina D podem causar uma série de consequências, entre elas, o aumento de cálcio na corrente sanguínea e o risco de desenvolver pedras nos rins e arritmia. Embora seja raro uma overdose dessa vitamina, é importante se atentar às dosagens que o seu médico te passar.